sábado, 15 de junho de 2013

É tudo mentira internacional...

Apaguei. Aquelas poucas linhas estavam me incomodando por não terem saído do lugar. Já basta eu, até vocês? Não, vamos continuar com outras. Que outras se todas param? Deve ser eu mesmo. Culpa minha. É tudo culpa minha. Deixando bem claro: não consigo expor tudo aquilo que estou pensando, parece que está tudo preso. Eu queria dizer muito e não digo nada e isso me entristece. Queria muito escrever. Vai como sempre qualquer coisa. Um registro. O tempo vai passando e eu não dizendo nada.

Não vou ficar aqui perdendo tempo, as horas. Tenho muito que fazer. Não farei nada. Tentarei levar até o fim de ano, quando pego os papeis. Eles são importantes, os levo numa pasta. Mas por levar, também não ocupa muito espaço na mochila. Meu amigo disse que não deveria levar, me desfazer daquilo. Mas se eu esperei sofrendo talvez seis meses por eles, por que rasgá-los? Sem lógica, levo-os.

E os meses? Quando vão terminar? E as manifestações? Esta sendo bom presenciar isso. E seria melhor ainda se eu pudesse estar lá com ele, mesmo que com a cabeça partida, protestando. Está errado e é necessário consertar toda essa irregularidade governamental. São direitos violados. Aguentamos muito tempo calado. E pra quem esta bom a situação, reclama da bagunça, eu diria um palavrão. Mas quero ser pacifico. Pois mesmo assim, consigo algo. Já não conseguiram? A repressão que não é fácil, me entriste muito mesmo. Ter que ver a cavalaria indo pra cima do povo, crianças perdias chorando ao ver aquele tumulto, uma fumaça que a faz chorar por tudo, medo e dor.

E será algo em vão? Não, tem que mudar. Não acredito ser possível ficar como está. Se não mudar, paramos com tudo. Eu queria fugir mas me prende um contrato. Triste, palavras que fazem isso não deveriam existir. São partes de uma prisão invisível que só eu estou vendo. Mas porque são minhas, enfim, fim.

Termino logo. Preciso telefonar pra Brasília, saber como ele está. E sabe o tempo perdido? As folhas sugam ele. O sofrimento também. Às vezes queria estar com ele. Não entendo por quê. Deixando isso pra outra hora. Mesmo que mínima, a mudança faz o igual não ser mais igual. Então, vamos tentar. Pois uma tentativa já muda. Há movimentos, jornalistas trabalhando e eu aqui registrando. Nada, sei que não disse nada. Mas são códigos, eu vou entender mais lá pra frente. Mas são longos seis meses. Espero...

Uma e doze. Mas me entristece eu escrever pouco. Se deve ao fato do tempo perdido, e a falta de letras. Quando poderei estar mais presente? Não sei. Deve ser chato ver o quanto de coisa que me entriste não é mesmo? Mas esqueça, nada disso é verdade, são tudo mentiras contadas erroneamente.


Lindas mentiras. Estou perdido...
O mundo de mobiliza. Achem a garota perdida!

domingo, 2 de junho de 2013

" Apenas isso e mais nada..."



Bebendo meu refrigerante penso e digo com palavras no pensamento somente para mim mesmo: “Essa noite seria para eu escrever muitos textos.” Creio que pelo quanto foi pensado. E não sair pelo menos um, seria uma noite jogada fora. Mas ai penso comigo novamente: “e se o texto não for pra frente, empacar num grande ponto final na segunda linha? Ou eu esquecer o que iria escrever na terceira, o que seria? Não escreveria?” Respondo com o seguinte pensamento. Antes, memorizo uma pequena frase na mente. Repito uma ou duas vezes, pensando já ter guardado. E digo: “escreva ela, bem rapidamente, e deixe-a parada na tela branca, ela ficou boa. Se nada vir, uma linha você já tem.” Vim, e aqui estou eu. Chegamos onde estamos agora. No inicio da nona linha. “Estranhos normais”, “Vitus”, “deixe ela entrar.” Esses foram nossos filmes vistos juntos distantes, eu marquei de marca-los no meu caderno, foram filmes que eu não vou esquecer por eles próprios e pelo momento. Mas veja a que nível está à moleza. Ainda nem escrevi, por isso, aproveito o momento. Mas por que essa mania de guardar né? Nunca te falei dela, para ela me refiro, outra hora, preciso dizer a todos aqui. Atender a todos. Preciso agradar o leitor. É o que me disseram, mas estive pensando, eu escrevo para alguém ou para mim mesmo? E se for para mim mesmo, estou te ignorando? Não, não quero ser desrespeitoso. Apesar de querer sim. Se não vou esquecer para que marcar? Para ter certeza de que isso será eterno, até depois de minhas memorias póstumas, os filmes estarão marcados assim, numa folhinha, daquelas de caderninho: “filmes vistos com a Clara que não posso esquecer”. Enfim, seria muito interessante ter tudo registrado, alias, é o meu sonho.

 Sonho não, não quero esta palavra aqui, alias, não somos deuses nestes minutos? Pelo menos escolho o que apagar e o que deixar, e pensando no meu futuro incerto, o que ainda esta por vir, digitar. Eu tento sempre me lembrar do que disse na ultima frase, porém me esqueço. E não quero rele-la, como já sabe. Ah, deixa-me voltar a falar do registro, desta ideia que nem de perto se parece com o emplasto, mas uma única coisa em comum, ambos, o fracasso. Registrar tudo, seria a melhor coisa. Iria me alegrar talvez. Mas olhe que loucura impossível: eu penso em escrever e uma tela aparece na minha frente e o que vou pensando vai aparecendo em palavras, sem eu precisar digitar. Esta ideia é melhor do que um emplasto, seria um sucesso, para quem escreve é claro, no geral pouco venderia. Mas enfim, resolveria meu problema, muito de mim estaria registrado e o que isso mudaria? Sei lá, não me disseram. 

Eu saí um pouco, fui mudar de pensamentos como ele disse que é bom para novas ideias surgirem. Mas isso na criação de uma historia. Isto é um relato, não vai servir. Vou pensar uma vez somente em como terminar. Boa noite. Que pensar nisso, não nos atrapalhe em passar esses meses até desaparecer o que nos incomoda. Para que depois, nasça uma nova ilusão. O mar, ele esta aqui há tanto tempo né?   E ele com um sorriso no rosto e depois da viajem se despediu de todos. E com um lençol branco, o cobriram...

Vou ao quarto, e antes de desligar a tv, vou ouvindo aquela suave melodia, me sento no colchão ao chão e fico a ouvi-la. Depois desligo, penso. Na tv, poucas frases, mas como no momento estou drogado, qualquer frase é linda. Enfim, eram mais ou menos assim: não sei o nome do indivíduo, talvez Humberto, nasceu em tal lugar. Na juventude teve a amizade de Isaac. Isso mexeu comigo. No ano de 2003 produziu o filme... Pense comigo: nasceu, teve uma amizade, produziu um filme. Eu não precisava de mais nada na vida. E os outros?

sábado, 11 de maio de 2013

"Registro indireto...



Naquele momento, onde todos estavam se abraçando, e minhas mãos estavam paradas, eu talvez não estivesse mais pensando em nada. Saudade. Do digitar lembra? O som estava alto. E tudo aparecia e desaparecia como se respirava, em segundos, apenas errando. Segundos atrás... Tudo era rápido, e esta velocidade muda, como a razão, que uma hora está presente e em outra, já sumiu como quem veio para confundir somente. Ah, me lembro daquelas pessoas que talvez façam o mesmo que você, ou melhor dizendo, talvez você faça o que elas fazem tão bem. Não. Na verdade como há muito tempo você disse,(lembra?) isso daqui é pra ninguém. É somente uma... Como posso dizer, uma conversa com a folha. E quando não há ninguém, tudo flui, os dedos trabalham incansavelmente, sincronizados, rápidos, e é tão bonito ver o som deles apertando cada tecla rapidamente. Rumo, sempre quero colocar um sentido, uma direção pra onde tudo o que você lê, passe, fique ou não. O que vai ficar? Nada. Mas vai uma noite, como aquela outra, em pouco tempo noites marcantes, que fizeram registros novos surgirem. É, não pense, sim, você esta pensando em ler. Apenas registre, não tenha medo se vai deixar algo, que não deixe nada, não importa. Desculpe. É que estão rápido as coisas. Não sei o que pensar, eu precisaria diminuir um pouco o ritmo para pensar melhor. Uma coisa, vá devagar. Pronto, ajudou quem leu, agora dá pra parar de se preocupar? Não? Então, te deixo ai. Se tudo fosse guardado, as coisas seriam diferentes. Acho que já deu. Ou outros ficam pra mais tarde. A madrugada esta começando, fria e misteriosa, mas com um cobertor eu me aconchego em uma cadeira e fico observando ela passar lentamente, e relembrando dos momentos que aqui estão registrados, mesmo eu nada dizendo, sei que as palavras me lembraram da noite, esta noite. Vou pegar uma blusa mesmo, já volto...

Sabe, prefiro ler aqueles lindos textos, poemas, contos e tudo mais. E fico admirando, pensando em como deve ser legal fazer aquela tão linda arte. Seria legal... Mas eu fico aqui, quieto no meu canto com meus desanimadores registros. É legal até. Será um dia capaz daquilo? Ah, sei lá. Acho que não. Mas assim, eu vou aprendendo a lidar com isso, a me confortar apenas com esta cadeira.

Nem pão, nem leite

Pensei em escrever. Há muito tempo isso não acontece de fato. Os anos passaram, algumas coisas mudaram e outras não. A civilização continua...