domingo, 2 de junho de 2013

" Apenas isso e mais nada..."



Bebendo meu refrigerante penso e digo com palavras no pensamento somente para mim mesmo: “Essa noite seria para eu escrever muitos textos.” Creio que pelo quanto foi pensado. E não sair pelo menos um, seria uma noite jogada fora. Mas ai penso comigo novamente: “e se o texto não for pra frente, empacar num grande ponto final na segunda linha? Ou eu esquecer o que iria escrever na terceira, o que seria? Não escreveria?” Respondo com o seguinte pensamento. Antes, memorizo uma pequena frase na mente. Repito uma ou duas vezes, pensando já ter guardado. E digo: “escreva ela, bem rapidamente, e deixe-a parada na tela branca, ela ficou boa. Se nada vir, uma linha você já tem.” Vim, e aqui estou eu. Chegamos onde estamos agora. No inicio da nona linha. “Estranhos normais”, “Vitus”, “deixe ela entrar.” Esses foram nossos filmes vistos juntos distantes, eu marquei de marca-los no meu caderno, foram filmes que eu não vou esquecer por eles próprios e pelo momento. Mas veja a que nível está à moleza. Ainda nem escrevi, por isso, aproveito o momento. Mas por que essa mania de guardar né? Nunca te falei dela, para ela me refiro, outra hora, preciso dizer a todos aqui. Atender a todos. Preciso agradar o leitor. É o que me disseram, mas estive pensando, eu escrevo para alguém ou para mim mesmo? E se for para mim mesmo, estou te ignorando? Não, não quero ser desrespeitoso. Apesar de querer sim. Se não vou esquecer para que marcar? Para ter certeza de que isso será eterno, até depois de minhas memorias póstumas, os filmes estarão marcados assim, numa folhinha, daquelas de caderninho: “filmes vistos com a Clara que não posso esquecer”. Enfim, seria muito interessante ter tudo registrado, alias, é o meu sonho.

 Sonho não, não quero esta palavra aqui, alias, não somos deuses nestes minutos? Pelo menos escolho o que apagar e o que deixar, e pensando no meu futuro incerto, o que ainda esta por vir, digitar. Eu tento sempre me lembrar do que disse na ultima frase, porém me esqueço. E não quero rele-la, como já sabe. Ah, deixa-me voltar a falar do registro, desta ideia que nem de perto se parece com o emplasto, mas uma única coisa em comum, ambos, o fracasso. Registrar tudo, seria a melhor coisa. Iria me alegrar talvez. Mas olhe que loucura impossível: eu penso em escrever e uma tela aparece na minha frente e o que vou pensando vai aparecendo em palavras, sem eu precisar digitar. Esta ideia é melhor do que um emplasto, seria um sucesso, para quem escreve é claro, no geral pouco venderia. Mas enfim, resolveria meu problema, muito de mim estaria registrado e o que isso mudaria? Sei lá, não me disseram. 

Eu saí um pouco, fui mudar de pensamentos como ele disse que é bom para novas ideias surgirem. Mas isso na criação de uma historia. Isto é um relato, não vai servir. Vou pensar uma vez somente em como terminar. Boa noite. Que pensar nisso, não nos atrapalhe em passar esses meses até desaparecer o que nos incomoda. Para que depois, nasça uma nova ilusão. O mar, ele esta aqui há tanto tempo né?   E ele com um sorriso no rosto e depois da viajem se despediu de todos. E com um lençol branco, o cobriram...

Vou ao quarto, e antes de desligar a tv, vou ouvindo aquela suave melodia, me sento no colchão ao chão e fico a ouvi-la. Depois desligo, penso. Na tv, poucas frases, mas como no momento estou drogado, qualquer frase é linda. Enfim, eram mais ou menos assim: não sei o nome do indivíduo, talvez Humberto, nasceu em tal lugar. Na juventude teve a amizade de Isaac. Isso mexeu comigo. No ano de 2003 produziu o filme... Pense comigo: nasceu, teve uma amizade, produziu um filme. Eu não precisava de mais nada na vida. E os outros?

3 comentários:

  1. “filmes vistos com a Clara que não posso esquecer”. Lindo texto (:

    Clara :p

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  2. acho que já virou escritor e continua a gostar do tema eu, tem muito eu, não tem? tem, e sei que é o caminho que escolheu para encontrar a estrada, larga que está esperando; vai fundo, continua a amolar bem a faca da escrita, estuda sempre, para eliminar os poucos erros que ainda teimam para que não o crucifixem pelo que é pouco. vai fundo, parabéns

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  3. oi Viktor, passei aqui pra retribui a visita!
    Beijo meu e da Olivia
    http://ahistoriadotomatinho.blogspot.com.br/

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Nem pão, nem leite

Pensei em escrever. Há muito tempo isso não acontece de fato. Os anos passaram, algumas coisas mudaram e outras não. A civilização continua...