sábado, 30 de março de 2013

"Talvez mais detalhes na próxima..."



"Pensando no escuro; em meio ao brilho que traz os olhos fechados. Objetivos que traçamos quando fazemos algo. E me dizem que é perder tempo não fazer nada. Não é não. Eles não sabem o que dizem. Se quiser perder tempo lendo isto, perca; ninguém mais sabe o que é melhor pra você do que você mesmo. Nem o que você deve fazer com seu tempo. Se te privam da liberdade... Fuja. Se te falta coragem... Mas se você diz que vai sair de casa daqui algum tempo, eu acredito em você. Não tem nada melhor do que sentir aquela sensação de vida própria."

Aquela sua voz me encantava. Adorava ficar ouvindo ela falar sem parar, para mim, o tempo não precisava mais passar. Horas e horas da madrugada. Aquele seu olhar em meio a imensidão da noite. Tomávamos um café bem quentinho, especialidade dela. Já era quase meia noite, seus pais dormiam e nós somente no quarto conversando. Estranhamente, meus pais me deixaram dormir aquela noite na casa dela. Conhecia-a há pouco tempo, mas gostava muito dela. Agora já me aparecem perguntando o por que.  “Aquela garota não é uma boa companhia, você não percebe?” Olhe: quando gosto é sem razão descoberta.

Eu ignoro. Achas que eu deveria ouvir? Pense o que quiser. Isso já não é do meu alcance, nem quero que seja, antes disso. Objetivo? Não. Só queria te contar sobre aquela noite, aquela chuva que batia na janela do quinto andar, de um prédio perto de uma avenida, das cobertas de xadrez coloridas bagunçadas no chão, do meu encanto por aquele momento. É verdade quando ele disse que quanto tu gosta de um momento quer eterniza-lo. Não quero pensar mais em objetivos, e sinto muito mas nem em você que lê, pois isso tudo me deixa muito confuso. Apenas imagine na sua mente aquele momento e coloque um ponto final. Somente no texto. Deixa as lembranças soltas...


segunda-feira, 18 de março de 2013

"Junto com a madrugada, vem a visita de um amigo..."

Feche a porta. Eu preciso estar sozinho. Como era mesmo? Eu sorri. Não estava me sentindo como minutos atrás, mas ainda precisava dela. Esta noite não foi das melhores, mas ainda sim, foi uma noite. Agradeço por isso, por ainda estar vivo. Eu nunca estive só, a solidão, a tristeza, a calmaria do silêncio me faziam companhia. Até que uma hora você chega, mesmo que tarde da madrugada. Olhe isto aqui. O jornal não quer mais publicar meus textos, dizem que estão cansados deles. Querem artigos, textos científicos, criticas, análises certinhas... Porém meu amigo, isto me cansa. Eu até escrevia alguns, mas o que me fazia feliz era enviar para eles meus queridos textos, meus filhos, uma parte de mim. Disseram que ninguém mais esta a fim de ler minhas baboseiras. Que as pessoas não ligam mais para isso. Acusaram-me até deu estar louco, por meus textos estarem sendo confusos. Louco, eu? A única pessoa a quem autorizo este questionamento sou eu mesmo. Ah, lembrei mais uma coisa. Disseram-me que eu não passo nada de bom nas minhas palavras. Que eu falo e mais falo e não passo nenhuma mensagem, nenhuma frase de efeito, nem mais sentimentos. As pessoas não vão mais ler qualquer coisa, ele me disse. Meus textos até podem ser ruim, mas não são qualquer coisa. Qualquer coisa é ele, que brinca com sentimentos alheios sem se importar com nada! Eu sei que as pessoas vivem correndo hoje em dia, que querem textos curtos, informativos, sem perda de tempo e enrolação que confesso ter em meus textos. Tempo é dinheiro dizem por aí. Eu não acredito em nada do que os outros falam. Acredito no que acredito, sem mais delongas. Mas para não perder o fio da meada, e resumir o que me preocupa, ele me disse por final no telefone, com aquela voz ridícula dele: “você não passa nada em seus textos, só faz perder nosso tempo e de quem os lê. Ou escreve alguns artigos bons para nós, ou não publicaremos mais nada que seja seu”, e desligou na minha cara.
O que faço meu amigo? Não diga. Já exponho o que vou fazer, só depois veja o que acha. Está tarde não é mesmo. O estranho é que ontem eu fui dormir mais tarde ainda, mas agora, mesmo sendo mais cedo do que ontem, parece tarde. Deve ser porque ontem eu não estava sozinho. Mencionei as horas porque enquanto escrevo, o meu inconsciente grita para eu ir me deitar. Talvez por isso eu precise dela agora, para ter aquela vontade do tempo não passar de volta, conversar e conversar. Ela me disse que sempre é bom conversar comigo. Nunca ninguém me disse isso. Eu acreditei. Por que não? Olhe, eu vou parar por aqui. Talvez eu não me deite, mas é que caso aconteça, ficara sem fim esta nossa conversa... Se bem quem que eu gosto de um final com três pontinhos...

sábado, 16 de março de 2013

"Um amontoado de coisas sem sentido...Se quiser ler, leia!"

Eu ouvi muitas palavras. E já apaguei tantas outras. Mas cada uma daquelas, me tocava de um modo que eu congelava. Eram palavras tão profundas que cada uma desencadeava uma historia, uma imagem, um texto, sensações estranhas em mim... Você consegue entender? Eu digo tudo isso para mim mesmo, pois necessito acreditar que não tem mais ninguém ai, pois vai que não tem. Mudar de endereço não vai mudar as coisas. Mas se você precisa fazer algo, talvez não esteja fazendo a coisa certa. Isto não mudará nada. Pare por aqui. Se continuou, talvez perca tempo; Pois eu não sei ainda qual pode ser o fim deste texto. Talvez aconteça algo que mude. Mudar... Ela não achava que era capaz de mudar. Na verdade ela não sabia se realmente queria mudar. Por que? Ela estava acomodada com sua situação? Talvez. Isso pode ser ruim. Mas o que realmente importa em meio a tantas mudanças que ocorrem? Esse negocio de você fazer a diferença é de se pensar muito. Estas palavras que digo pra mim, para você, para algum lugar, não mudam. Este texto não tem sentido nenhum. Mas não vou gurda-lo em mais um canto. Já desperdiçamos tantas palavras... E tempo relendo-as. Já pensou nisso? O quanto as palavras são infinitas, o quanto falamos. Será que existi este desperdiçio? Quanta bobagem dita. Nenhuma destas frases fazem sentido. Nada aqui faz sentido. Porém, tudo depois vai ser diferente, e talvez volte a vida a fazer sentido. Pois a vida é feita de momentos. Um de cada vez. Meio quilômetro de cada vez para ser mais exato. Daqui a alguns, as coisas mudam. Olhe, peço desculpas sinceras se você esta perdendo seu tempo aqui. Mas são pensamentos aleatórios, entende? Mudanças então acontecem, mas nem sempre são com as pessoas...o tempo que passa e vai mudando as coisas, como o vento que vai arrastando as folhas pela terra...Concluir alguma coisa de algo sem sentido não é muito fácil, se for possível. Controvérsias, pensamentos sem sentido e outras coisas mais podem nos fazer pensar. Talvez a única mudança. Talvez. Mas aquelas que eu li, aquelas palavras, mudaram, pois foram com elas que nasceram estas. Talvez esta continuação acabe por aqui, e a morte aconteça neste fim. Mas como também pode esta imensidão de caracteres mudarem algo, mesmo que mínimo. Mas acredite, nada é tão pequeno que não possa fazer diferença neste universo...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Parem vocês dois...

“O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco.”
Júlio Dantas 


Não posso escrever quando não quero, quando não sinto vontade. Mesmo querendo, o outro eu não quer. É um conflito comigo mesmo eu acho. Um quer meio que porque sabe que há algum tempo não escreve e o outro diz não, porque sabe que esta forçando, que isso é totalmente errado. Por isso, apaguei algumas linhas que nunca mais serão escritas, pois eram linhas forçadas, criadas na tentativa de fazerem parte de um bom texto. Foi somente uma ilusão. Essas, porém, até que podem ser palavras naturais, pela velocidade que estão saindo. Você não percebe isso, mas não tem problema.
Por que você disse isso?! Não sei, eu acho que somente queria falar para quem lê o que estava acontecendo. ACHA? É, eu não tenho certeza... Você é ridículo mesmo, nem sabe o por quê disso direito, devia parar de escrever por algum tempo, refletir um pouco sobre isto. Mas eu não quero este tempo. Você sabe que quer. Não, eu não quero, quem quer é o outro. Eu acho que não, acho que você está querendo colocar a culpa em outro e sabe disso. Até pode ser, mas quem garante que não sou eu o que quer escrever e o outro que tem preguiça? Hum... Mas quem é então esse sujeitinho? Eu não sei, sei que é um dos nossos. Sabe nada mesmo em... ok . Vou falar com ele também. Vamos fazer assim, termine isto que começou porque as pessoas querem um fim, depois vá falar comigo e com os outros para ver isso direitinho. Avise o seu leitor que talvez você volte logo, ou talvez não, dependendo do resultado de nossa reunião. Ok? Então, até. Desculpe ter que fazer você ouvir tudo isso, ele não sabe guardar isso somente aqui dentro, tem essa mania de querer mostrar essas coisas. Então, você deve ter ouvido o que ele disse e entendido. É somente isso. Eu vou lá tentar resolver com ele e os outros, este problema. Talvez não consiga, mas para isso temos o tempo. Enfim, é isso. Até logo...

OBS: Eu, o que se despediu, lembra? Então, não disse o que queria sobre a frase interessante do começo, mas quando voltar, espero comentar sobre ela. Deixo-a em vez de coloca-la no outro, por que eu... não sei como sempre.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Eram apenas bobagens ditas...

"Mesmo tendo algumas dificuldades, ele vai tentando e aos poucos conseguindo. Mas existem momentos, em que ele volta para modificar o que passou, para depois continuar aquela obra. Outros ainda, em que ele olha para frente, observa o que esta acontecendo, e lentamente, inclinado a cabeça para baixo, volta a fazer aquilo que fazia tão bem, mas que não sei como. A perfeição era tamanha que sem motivo, ele a fazia, e com grande rapidez. De vez em quando se atrapalhava um pouco, mas com calma, diminuía o ritmo, observava o que estava fazendo, e prosseguia.
 

É estranho falar desses fatos, quando pouco se sabe deles. Mais se pensa e para, do que mesmo se escreve. E na maioria das vezes, fica tão confuso o que foi dito, que nem se sabe sobre o que falou. Se foi o de sempre ou mudou. O de sempre é rotineiro, e isto incomoda. O novo é melhor. Mas, se no modo de fazer, ele  inovou, da próxima vez ele pode mudar o "sobre".

Muitas vezes, o estranho é 
tão bom quanto o simples. Não entendo o por quê, mas as pessoas gostam do estranho. Mas dos que ele fazia não. Porque só ele entendia aquilo que ele escrevia, pois só ele mesmo sabia o que se passava em sua louca mente. Felizmente, ele não achava tão ruim isso. 
Ele precisava fazer aquilo por motivos fúteis, mas que ao mesmo tempo, eram tão bons, que faziam ele lembrar o quanto é bom, fazer letras e palavras irem se criando e deixando suas vidas numa pequena folha de papel. Sem querer, aquela antiga sensação, regressava em sua mente, e aquele prazer estranho e minúsculo voltava a vida. Ele não entendia o por quê, daquilo fazer bem a ele. Eram apenas bobagens ditas, num pedaço de papel em branco, mas que faziam tão bem a ele, que ele não entendia e ficava pensando e dizendo: COMO???

Depois de tudo isso, daquela viajem a 
não sei aonde, tudo desaparecia. Restava apenas a lembrança duma sensação estranha e louca. Momentos que vão e voltam, mas que agora ele precisava se despedir, porque  era tarde, e eles já estavam indo embora, como ele também. Mas posso dizer, foi uma pequena e bela viajem..."

Depois de ler, coloquei aquela folha de volta a mesa dele, e fiquei sem palavras. Ele me dizia que queria que alguém lesse aquilo, porque ele achava engraçado esta sua louca história. Para rir com ele acho. E também pensar como aquilo surgia. É o que estávamos fazendo. 

Rindo, bebendo, pensando, tentando entender o que é deste mundo louco.....

Nem pão, nem leite

Pensei em escrever. Há muito tempo isso não acontece de fato. Os anos passaram, algumas coisas mudaram e outras não. A civilização continua...