segunda-feira, 18 de março de 2013

"Junto com a madrugada, vem a visita de um amigo..."

Feche a porta. Eu preciso estar sozinho. Como era mesmo? Eu sorri. Não estava me sentindo como minutos atrás, mas ainda precisava dela. Esta noite não foi das melhores, mas ainda sim, foi uma noite. Agradeço por isso, por ainda estar vivo. Eu nunca estive só, a solidão, a tristeza, a calmaria do silêncio me faziam companhia. Até que uma hora você chega, mesmo que tarde da madrugada. Olhe isto aqui. O jornal não quer mais publicar meus textos, dizem que estão cansados deles. Querem artigos, textos científicos, criticas, análises certinhas... Porém meu amigo, isto me cansa. Eu até escrevia alguns, mas o que me fazia feliz era enviar para eles meus queridos textos, meus filhos, uma parte de mim. Disseram que ninguém mais esta a fim de ler minhas baboseiras. Que as pessoas não ligam mais para isso. Acusaram-me até deu estar louco, por meus textos estarem sendo confusos. Louco, eu? A única pessoa a quem autorizo este questionamento sou eu mesmo. Ah, lembrei mais uma coisa. Disseram-me que eu não passo nada de bom nas minhas palavras. Que eu falo e mais falo e não passo nenhuma mensagem, nenhuma frase de efeito, nem mais sentimentos. As pessoas não vão mais ler qualquer coisa, ele me disse. Meus textos até podem ser ruim, mas não são qualquer coisa. Qualquer coisa é ele, que brinca com sentimentos alheios sem se importar com nada! Eu sei que as pessoas vivem correndo hoje em dia, que querem textos curtos, informativos, sem perda de tempo e enrolação que confesso ter em meus textos. Tempo é dinheiro dizem por aí. Eu não acredito em nada do que os outros falam. Acredito no que acredito, sem mais delongas. Mas para não perder o fio da meada, e resumir o que me preocupa, ele me disse por final no telefone, com aquela voz ridícula dele: “você não passa nada em seus textos, só faz perder nosso tempo e de quem os lê. Ou escreve alguns artigos bons para nós, ou não publicaremos mais nada que seja seu”, e desligou na minha cara.
O que faço meu amigo? Não diga. Já exponho o que vou fazer, só depois veja o que acha. Está tarde não é mesmo. O estranho é que ontem eu fui dormir mais tarde ainda, mas agora, mesmo sendo mais cedo do que ontem, parece tarde. Deve ser porque ontem eu não estava sozinho. Mencionei as horas porque enquanto escrevo, o meu inconsciente grita para eu ir me deitar. Talvez por isso eu precise dela agora, para ter aquela vontade do tempo não passar de volta, conversar e conversar. Ela me disse que sempre é bom conversar comigo. Nunca ninguém me disse isso. Eu acreditei. Por que não? Olhe, eu vou parar por aqui. Talvez eu não me deite, mas é que caso aconteça, ficara sem fim esta nossa conversa... Se bem quem que eu gosto de um final com três pontinhos...

2 comentários:

  1. Viktor... Gosto dos seus textos... Acho que já disse antes, mas acho seus textos mto sinceros!

    Bjos
    Ju
    Asbesteirasquemecontam.blogspot.com.br

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Nem pão, nem leite

Pensei em escrever. Há muito tempo isso não acontece de fato. Os anos passaram, algumas coisas mudaram e outras não. A civilização continua...